Curtas de Eduardo Valente
31/03/2010 por Beto Leite · Sem Comentários

Hoje, na Revista Catorze, publicamos uma resenha sobre o filme “No meu Lugar”, do diretor Brasileiro Eduardo Valente.
Existem dois curtas dele disponíveis no site Porta Curtas.
“Um Sol Alaranjado” é o título do curta que mostra quatro dias na vida de uma mulher e seu pai. Segundo Ramon Ribeiro, integrante da Catorze, o melhor curta que já viu na vida. Não é pra menos, já que o curta foi premiado em Cannes.
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1473
O outro é “Castanho”. Um musical sobre o amor e tudo aquilo que fazemos por ele.
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1498
Vale a pena conferir
Banda Arrelia
26/03/2010 por Beto Leite · Sem Comentários
Uma dica pra galera que curte a música e os artistas da terra.
Encontrei uns vídeos da banda Arrelia. Vi os caras pela primeira vez no Carnaval de Natal, na Cidade alta. Com músicas como “Do Mangue a Galope” , “Back perfumado”, “Caderno de Maternal” e “Sucesso e a Massa” , os caras estão no ritmo de uma produção que me parece bem original. Muito massa, vale a pena dar uma conferida:
330 livros grátis para download
25/03/2010 por Beto Leite · 1 Comentário
Pra quem não o conhece o domínio público.
Pra quem não conhece também : Segue uma lista dos 330 livros disponíveis para download no site.
- A Divina Comédia -Dante lighieri
- A Comédia dos Erros -William Shakespeare
- Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
- Dom Casmurro -Machado de Assis
- Cancioneiro -Fernando Pessoa
- Romeu e Julieta -William Shakespeare Ler Mais
Valsa com Bashir
23/03/2010 por Rayanne Azevedo · Sem Comentários
Essa é para quem gosta de animação e ainda não teve a oportunidade de ver o filme.
O cinemax exibe hoje, às 22h15, a animação israelense do diretor Ari Folman. No formato de documentário, o filme retrata as tentativas de Folman, um veterano da Guerra do Líbano de 1982, de recuperar suas memórias perdidas que marcaram o massacre de Sabra e Shatila. A película lançada em 2008 venceu o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.

No Salão de Artes Visuais
15/03/2010 por Ramon Ribeiro · Sem Comentários

Galera, a Catorze marcou presença na abertura do 13º Salão de Artes Visuais da Cidade do Natal. Aqui vão duas fotos tiradas durante o evento. Nesta primeira, nosso repórter Fábio Farias (trampando pelo Novo Jornal) e eu. Dois malucos de bobeira pela Galeria Newton Navarro (Funcarte).
Não consegui registrar, mas Fábio quase que acabava sozinho com o comes e bebes que rolou por lá. Sabe como é, a revista ainda não tá dando grana pra ninguém, então quando aparece uma boca livre como a que nos apareceu tem que aproveitar, né!

Da direita pra esquerda. Eu (reparem na postura torta da criatura), Marly Melo (mãe do pateta aqui) e Sanzia Pinheiro (coordenadora do Núcleo de Artes Visuais da Funcarte).
Veja matéria completa sobre o Salão de Artes Visuais da Cidade do Natal no site!
Fotos por Joto, artista que participou do Salão com a obra Sintomas.
No shopping ninguém escuta
02/03/2010 por Beto Leite · 8 Comentários

Éramos quatro sentados em uma mesa. Mas mesas e pessoas tinham muitas, afinal estávamos na praça de alimentação do Natal Shopping. O que faltava era atenção. Uma garota tocava violão no meio da praça e ninguém dava o menor cabimento. Ela fechava os olhos buscando concentração para não errar as notas. Dava seu melhor. Completamente sozinha no meio da praça de alimentação do Natal Shopping. Existe solidão maior?
Todo shopping emite um som próprio, padrão, que não vem das caixas de som. O ruído é de pessoas falando simultaneamente. Muitas pessoas. Faça o teste, entre em um shopping, cale a boca e feche os olhos. Quando você notar esse fenômeno acústico deve chegar à mesma conclusão que eu. Ninguém escuta no shopping. E lá estava a garota com seu violão, mostrando música para quem não escuta.
Disse no primeiro parágrafo que ninguém a notava. Mentira. Além de mim, existiam duas mesas, seis pessoas, que observavam atentas. A semelhança física denunciava: familiares. Imagino que tocar em um lugar onde existem milhares de pessoas e apenas os familiares dão atenção, deve ser uma espécie de ilusão decadente. Pronto, suponho que agora alguém deva está com raiva de mim. Algum músico que tocou no Natal Shopping, que vai colocar nos comentários como recebeu convites para tocar na Europa depois da apresentação. Bem, adianto que isso não me interessa. O assunto aqui é a menina com a roupa, a voz, o jeito de tocar da Ana Carolina, que toca músicas de Legião Urbana e Ana Carolina na praça de alimentação do Natal Shopping. O tema é a infelicidade, o artista decadente.
Perguntei se existia solidão maior do que a dela. Existe, a do pianista no Midway. Não sei se ele ainda vai tocar lá (não sou um assíduo freqüentador do lugar), mas na primeira vez que o vi, a aflição me triturou o peito. Primeiro que o pianista usa uma espécie de terno típico de pianista (desculpe a ignorância), o seu instrumento é mais clássico, difícil de encontrar, maior, o que só piora a situação. Multiplique a solidão do pianista por três pisos lotados de pessoas completamente surdas. Por fim, o golpe de misericórdia, uma mulher e duas crianças estão em pé, ao lado do piano, escutando. Ao final de cada música eles aplaudiam. Juro, eu tive vontade de chorar.
O que ele tocava eu não sei. Mas eu queria que ele tocasse uma música que fizesse parar o tempo. De repente todas as pessoas iriam se calar. Então, apenas escutando, tomariam um susto ao perceberem que não estão sozinhas.