Mada 2009 – 2° Dia

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O mais tradicional festival de música de Natal/RN começou o ano desacreditado. Depois do relativo fracasso da edição de 10 anos do evento, o MADA deste ano foi visto com certa desconfiança entre alguns. A produção decidiu então montar uma escalação sem muitas surpresas com atrações como Pitty, Natiruts – que tem um bom público em Natal, e apostas no cenário das bandas indies de bandas já relativamente consolidadas como Copacabanda Club e Ana Cañas, além de reduzir para dois o número de dias para a festa.

O resultado foi o sucesso de público. Os dois dias da 11ª edição do Música Alimento da Alma aconteceram com praticamente a lotação máxima da Arena do Imirá. O problema é que a característica principal de revelar boas bandas foi, em parte, perdida. Com raras exceções entre o pessoal que se apresentou no evento.

A verdade é que o MADA é um festival mais voltado ao público pop-rock, com um pezinho lá na música independente. Diferente do Festival DoSol (essa é para quem gosta de comparação) voltada claramente para o público rock e para a música independente. Lógico que isso não determina um julgamento de mérito – até porque, o saldo do MADA deste ano foi positivo – mas é determinante quanto ao público, a seleção de bandas e a estrutura dos eventos.

Falar em estrutura aqui é cair em área já cutucada (e muito bem) por Rayanne Azevedo , responsável pela resenha do primeiro dia do festival – mas é bom deixar claro: a mudança na tenda eletrônica foi para melhor, a da feirinha mix foi para pior. Sendo mais claro: a seleção da feirinha foi bacana, mas o espaço ficou pequeno e isso é chato. Outra coisa para se falar: R$ 5 numa pizza ruim e R$ 3 na Nova Schin é um abuso. Mas, enfim, quem determina o preço são os comerciantes.

Começo bom, final morno

Estrutura a parte, a primeira banda a se apresentar no festival – aquela que sempre toca para meia dúzia de gatos pingados – foi Nublado (PB). Estranhamente tinha até uma galerinha para curtir o som dos caras. E eles mandaram muito bem, apesar da aparente morgação dos músicos no início. A galera já tocou em Natal este ano no WarmUp do DoSol. Apresentação muito boa, consistente, um indie rock muito bem executado. Rolou até um cover de Beatles no final. O destaque negativo foi o segundo microfone que falhou logo quando eles foram fazer o cover. Apesar disso, Foi empolgante.DSC_0083

O Ganeshas (RJ), banda vencedora da seleção BdeBanda, foi a segunda a se apresentar. Interessante é que, enquanto Nublado tocava, já havia um público no outro palco esperando os cariocas. Eles fizeram a melhor apresentação entre as bandas independentes de todo o festival. O quarteto bem-humorado, com forte presença de palco e músicas dançantes conquistou o público. O Ganeshas tem um flerte com o jazz e até com forró em algumas músicas, isso sem deixar a pegada o rock’n’roll de lado. Uma sonoridade interessante, que cativa os rockeiros menos ortodoxos.

O único ponto negativo do show do Ganeshas, foi que o pessoal da banda Tricor (RN) ficou passando o som no palco ao lado, enquanto os cariocas tocavam. A banda pediu encarecidamente para o pessoal do Tricor parar, porque atrapalhava no retorno dos cariocas. Foram necessários dois pedidos. O motivo dos potiguares para a passagem de som no palco ao lado ficou claro no início do show: eles iam gravar um DVD com a apresentação do Tricor no MADA.

Tricor toca um pop óbvio demais, fraquinho, embalado por duas vocalistas que tem uma boa presença de palco e só. A apresentação fez cair o nível dos shows até então. Apesar de Camila Masiso ter até um trabalho legal como cantora solo e a banda tocar direitinho, o sonoridade é ruim, sem nenhum tipo de ousadia. Quem foi para curtir um som interessante, com certeza não gostou.

A atração seguinte foi o alagoano do Sonic Junior. O cara parece ligado a uma tomada com 220 volts de freqüência. Ele não pára. Canta, toca bateria, toca um tamborzinho, é DJ. Sonic é responsável por 100% do som dançante que produz. Na platéia, o público ensaiava passos de dança e se divertia. Foi legal, mas seria melhor se a apresentação fosse na tenda eletrônica.

Lenzi Brothers (SC) faz o típico rock gauchão. É clara a influência de Cachorro Grande no som deles, apesar de não serem especificamente do Rio Grande do Sul. Segundo o Myspace, os caras já tiveram aparições até no Faustão e  gozam de certo sucesso. Eles estavam animados, tocaram direitinho, mas não foram muito além. Nada muito empolgante.

Copacabana Club (PR) parece, para mim, uma espécie de Cansei de Ser Sexy com o som melhor trabalhado. Enfim, é aquela música dançante, com pitadas sexuais, que anima 11 em cada 10 neo-indies e bota o pessoal para dançar. O show foi divertido, muita gente dançava na frente do palco e só. Morno.

As indies acabaram com a badalada Ana Cañas (SP). Com um figurino de chamar a atenção, a cantora tem uma boa presença de palco e fez um show legal. Nova sensação da música brasileira, Ana já tem um trabalho musical bacana. Ela tocou Cazuza, brincou e se divertiu no palco. Fez um show divertido.DSC_0273

Headliners

O que falar de Pitty? Ela, querendo ou não, é um fenômeno teen. A platéia que curtiu era composta majoritariamente por meninas que tem entre 15 e 17 anos. Ela tocou os clássicos dela, o público juvenil gostou, pediram bis e foi aquele blá, blá, blá de show grande. A cantora baiana tem boas influências, às vezes boa intenção, mas as letras adolescentes demais matam. Sou suspeito para falar dela. O legal é que a apresentação não é a mera cópia do CD, como foi do Natiruts, tem espaço para umas misturas legais. Mas o som, para mim, é intragável.

Da Lama Ao Caos Faixa a Faixa, com a participação de Otto. O show de Nação Zumbi tinha todos os elementos para ser uma excelente apresentação. E o foi. Otto, animado, pulava, cantava, se divertia no palco – enquanto o pessoal do Nação executou faixa a faixa o clássico álbum, que debuta este ano. O final ficou para novidades: eles executaram Maracatu Atômico e Quando a Maré Encher para delírio do público. Faltou foi um show solo do Otto para ele tocar as músicas novas do CD “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos” – um dos melhores álbuns do ano.

Em geral, o saldo do MADA me surpreendeu. Minhas expectativas, também, não eram das melhores. É perceptível que a característica do evento mudou nesses anos de um festival estritamente independente, para um festival de pop-rock com apelo de público e com bandas indies na escalação. O ponto alto deste ano, principalmente no primeiro dia, foram as bandas potiguares – que tocaram todas muito bem e além de um ou outro destaque do segundo dia, como Sonic Jr, Ganeshas e Nublado. Não foram os melhores shows do mundo, mas foi legal.

Fotos por Fábio Farias (Para mais imagens, entrar em contato por email)

Sobre o Autor

Fabio Farias escreveu 33 materias no catorze.

Alguem que tenta ser jornalista, escritor, fotógrafo, cineasta e o que der na telha.

36 Comments on “Mada 2009 – 2° Dia”

  • Dani Amorim wrote on 25 outubro, 2009, 17:16

    [Faltou foi um show solo do Otto para ele tocar as músicas novas do CD “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos” – um dos melhores álbuns do ano.]2

  • Camila Masiso wrote on 25 outubro, 2009, 17:48

    O único ponto negativo da sua crítica foi não transmitir uma informação verídica a respeito dos problemas de palco que ocorreram, vale a pena sacar e ter um cuidado com o que informa, pra fazer um jornalismo cultural até legal.

    O REAL motivo dos potiguares (TRICOR) passarem o som no palco ao lado, simultâneamente ao show dos Ganeshas, foi por única falha técnica do festival, que perdeu a programação de todas as bandas que passaram o som no palco 2, pela manhã.

    No Camarim, pessoalmente cumprimentando os Ganeshas, eles próprios e a produção do MADA se desculparam com o Tricor, pelo mal estar. Coisas de festival, como a luz, que faltou, durante praticamente todo nosso show.

    Sobre nosso DVD, vai rolar sim. Mas só no primeiro semestre de 2010, nada relativo ao show do MADA.
    Mais informações no http://www.bandatricor.com.br

  • Isabela wrote on 25 outubro, 2009, 18:39

    Copacabana Club também me lembra Cansei de Ser Sexy, só que um pouco piorado.

  • Fábio Farias wrote on 25 outubro, 2009, 18:51

    Camila, no caso da passagem de som, não fiz uma crítica. Apenas expus um fato que atrapalhou no show do Ganeshas e não elenquei os motivos que o geraram.

    É óbvio que se vocês precisaram passar o som no palco 2 foi por causa de algum problema técnico (até porque o palco tinha falhado ja no show de Nublado) e não por maldade ou quaisquer outra coisa do tipo.

    Até porque vocês iam gravar um DVD e precisavam de um som nos trinques, ou seja, é algo compreensível.

    De resto, agradecido pelo comentário :)

  • Denise Vilar wrote on 25 outubro, 2009, 18:54

    .
    Perdi Nublado, cheguei no começo do Ganeshas e só pra constatar que as bandas do RJ que vêm ser apresentar no mada, só queimam o filme. Sério, fiquei surpresa de você ter goistado.
    O Tricor passou pelos perrengues que Camila já explicou aqui, o que eu tb percebi com outras bandas que tiveram mesmo que passar o som do mesmo jeito que eles. E apesar de não ser muito fã, achei o show muito bom pra o que a banda se propõe – e falo isso sem o peso de ser amiga de uma das vocalistas. Além disso, aquela falat de luz foi péssimo!
    Lenzi Brothers foi outra decepção pra mim. Achei uma banda completamente sem identidade, com estilo totalmente indefinido [musicalmente].
    Resumindo esse segundo dia, 100% só mesmo o Sonic Junior [que se garantiu] e a Nação, que tocando da Lama ao Caos não tem como errar, mesmo que o ritmo tenha sido um pouco desacelerado…
    .

  • Hugo Morais wrote on 25 outubro, 2009, 20:07

    Fazia anos que o MADA fazia força para bolar uma programação ruim. Esse ano se superou. O único show que vi que gostei foi da Nublado. E o som foi o pior de todas as bandas. Aliás os mesários brigaram do início ao fim com os equipamentos. Guitarras sumiam, bateria engolia tudo, caixas ficavam mudas. Nunca tinha visto um som tão ruim. Ana Canãs foi uma piada pronta, a pessoa vai a um festival cantar 5 covers? Ganeshas então, como bem disse Denise, parabéns a produção por sempre trazer o que há de pior no RJ. Traz o Marcelo Dvárias e não traz BNegão por exmplo. Traz a bosta do Sonic Jr e não traz o Turbo Trio, a outra do B Negão. Sinceramente, ontem foi o pior dia de todos os tempos do MADA. Esperar 5 horas para ver Nação foi foda. Copacabana Club? Danina estava tocando o terror com Lu Sabino e Kavad, o terror mesmo. Entrou para os anais, como diz o outro, da história do mau gosto o sábado do MADA.

  • Hugo Morais wrote on 25 outubro, 2009, 20:08

    Ahhhhh, Lenzi Brothers? Hard Rock da Malhação.

  • Rayanne wrote on 25 outubro, 2009, 20:35

    Hugo, só espera 5 horas pra ver uma banda quem quer. Pode entrar no final também. Se bobear, pagando menos ainda. Isso é democracia. Quem nao gosta, nao vai. Quem for, pode reclamar à vontade.

    Tu sacou o primeiro dia do MADA? Tirando o show fraquinho do Natiruts, o resto mandou muito bem. Eles tinham público. Ninguém faz um festival só pra agradar a crítica (que, se fosse só por ela, nao chegava nem perto da ruma de gente que encheu o Imirá). Tem que ver que o MADA é mais mainstream. Por que você nao sugere pra producao isso aí? Só tem que ver antes se pra eles fica economicamente viável.

    O MADA teve muitas falhas técnicas – uma grande sacanagem, principalmente com bandas como Nublado (que mandou muito bem, mas não tinham presença de palco – e isso faz SIM muita diferença) e MC Priguissa, mas teve muitos acertos também.

    Nacao Zumbi, na minha opiniao, já fez shows melhores. Pras minhas expectativas, foi decepcionante até certo ponto. O vocalista estava mega apático em comparacao a Otto, que parecia que tinha cheirado um saquinho inteiro de pó de tao animado. Se o restante do pessoal da banda tivesse metade da empolgacao dele no palco, o show teria sido infinitamente melhor.

    Ganeshas fez um som legal sim e agradou quem estava lá embaixo (o público). Duvida? Entao faça uma enquete. E Sonic Jr (não vou entrar no mérito da música dele em si, que é repetitiva demais para estar nos palcos) pôs todo mundo pra dançar. O público pulou tanto quanto no show de Nação Zumbi. Duvida também? Faça outra enquete, ou vá procurar os registros em vídeo do festival.

    Quanto à Danina e a galera do Emblemas, meus parabéns, só faltaram tocar fogo na tenda e carregar a gente junto pro inferno. Uma verdadeira sessão de exorcização.

  • Hugo Morais wrote on 25 outubro, 2009, 21:28

    Não tenho dúvidas quanto o quesito público…analisei a qualidade das bandas mesmo. Existem inúmeras melhores. Entrei no início para ver Nublado e por consequência vi as outras também. E nenhuma me agradou. Democracia é isso aí. E muita gente que conheço teve a mesma opinião. Eu estava mais atrás na ladeira, vendo de cima, e vi empolgação em quem estava na frente do palco, para trás não.

  • lucasmatthaus wrote on 26 outubro, 2009, 0:35

    o som tava muito ruim mesmo! 
    no show do copacabana club eu tava do lado direito do palco e so ouvia bateria e uma guitarra, quando fui pro outro lado é que pude ouvir os vocais… problemas que não deveriam acontecer no mada.

    o show da pitty foi muito bom sim, e dizer que ela faz um rock teen é cair no clichê. Ela não se deixou levar pela “onda” e fez o que lhe deu na telha e não se moldou ao gosto do grande público só pra vender mais cds como faz nx, fresno, cine, entre outros. É só ouvir esse último cd dela, que tem uma proposta bem legal e uma sonoridade diferente de tudo que já foi feito pela bahiana; ela podia muito bem ficar fazendo mais do mesmo e enchendo o cú de grana, mas não, ela vai e tenta inovar se som.

    E eu não gosto da nação zumbi, então não falo nada… Só acho que tem uma galera que diz que curte só pra dizer que não é americanizado e que valoriza o que é da sua região, o que não parece ser o seu caso.

  • Jsua wrote on 26 outubro, 2009, 2:30

    d

  • Beatriz Batista wrote on 26 outubro, 2009, 3:12

    Achei a banda Ganeshas bastante monótona e sem nenhum pingo de criatividade. Todas as músicas pareciam idênticas, era mais um pout-pourri extenso com poucas variações do que um show em si.  
    Quando começou a banda Tricor não acreditei no que estava presenciando. Foi a pior banda que já vi e ouvi em toda minha vida(sem exagero). As composições pareciam ter sido feitas por crianças de 9 anos de idade retiradas do parque da Xuxa. Uma lástima ter que aguentar aquele show e aqueles músicos sem expressão.
    Sonic Junior cessou por alguns instantes o sentimento de escassez do show anterior. A música do DJ é instigada no começo, mas torna-se repetitiva, como qualquer base eletrônica. Animou o público, que pelo o que percebi, curtiriam qualquer coisa. Também concordo que o show seria mais atrativo na tenda eletrônica. 
    Não vi o Lenzi Brothers, mas pelo que você relatou, não perdi grande coisa, visto que influência de Cachorro Grande, definitivamente, não é um sinal de novidade. 
    Copacabana Club também me parece CCS(que parece Le Tigre) com o som melhorado. Achei uma mescla de Blondie, CCS e Franz Ferdinand. A performance da banda e principalmente da vocalista, com seus movimentos lascivos, animam o público, mas deixam a desejar no quesito musical. São músicas chicletes, meio hit americano. Não que isso seja um grande problema comparado com a falta de essência da banda. Bastante morno mesmo.
    Achei a performance de Ana Cañas muito forçada e o show chato. E concordo com Hugo Morais sobre os covers. Confesso que pensei e comentei a mesma coisa com meus amigos. Para completar, o cover de “Metamorfose Ambulante” foi bem ruim, sem nenhuma linha poética que Raul Seixas proporcionava. 
    Assim que Pitty entrou no palco eu só pensava no término do show. Para mim, todas as músicas(digo melodia e letra) são intragáveis! Diferentemente da multidão teen, que ficou enlouquecida ao deparar-se com a artista número 1 do Disk MTV.  A cada música que era executada, ela desafinava gradativamente. Foi horrível ter de ouvi-la tanto tempo. Aposto que Aldous Huxley caiu em prantos assim como eu… E para piorar, o bis obrigatório, foi a música mais pegajosa da carreira dela: “Eu vou equalizar vocêêê”.
    Achei o show Nação Zumbi com participação de Otto super instigante. Percebo que há sempre uma relação mútua entre os shows da Nação e o público, que cantava com uma veemência maravilhosa. Era a atração mais esperada da noite, pois não tocavam em Natal há 9 anos. Foi um show digno de aplausos, foi o que salvou esse segundo dia do MADA. E Rayanne, se você quer ver todos os integrantes de uma banda(inclusive o baterista), pulando como Otto, deveria ir ao um show do Móveis Coloniais de Acajú, aposto que você não iria se arrepender. 
    Foi a primeira vez que fui ao MADA e a decepção foi enorme.
    Gostei da resenha, abraços.

  • Beatriz Batista wrote on 26 outubro, 2009, 3:18

    errata: CSS

  • Hugo Morais wrote on 26 outubro, 2009, 10:21

    Rayanne, tu disse que já viu vários shows da Nação. Viu algum que Jorge Du Peixe estivesse animado? Ele sempre foi paradão, paradão e meio. Chico era quem dançava e fazia o djabo a quatro. E essa imagem é da banda completa. O cara mais empolgado ali é Toca Ogam, atrás da percussão.

  • Mari Ferraz FO wrote on 26 outubro, 2009, 10:56

    Sobre os Lenzi brothers, achei seu comentario meio vago, Quanto a bandas gauchas, toda ou qualquer banda de rock do sul, pra nós é rotulada como rock gaucho, quanto a influencia de cachorro grande tem.!mas não teriam como fugir disso ja que são de la, assim como qualquer maracatu pra ca parece nação zumbi,Esse é ujm comentario logico ja que os caras ganharam um programa com os tais..quanquer um diria isso, Vc deveria comentar a força da banda por serem um trio as guitarras e letras boas, bem diferente de cachorro grande
    me desculpe mas amei o show!! ;)

  • Mari Ferraz FO wrote on 26 outubro, 2009, 11:24

    obs, Sou do sul mas moro em FO a dois anos, concordo o resto dos coments referente ao festival
    - ja teve melhores

  • Vítor Azevedo wrote on 26 outubro, 2009, 11:32

    Dizer que há 9 anos a Nação Zumbi não tocava na cidade do sol foi uma das mancadas da noite. A banda esteve em Natal, no próprio MADA em 2007, e tocou tb no Armazém Hall, há uns dois anos, logo após o lançamento do “Fome de Tudo”. Achei que um show comemorativo do “Da Lama ao Caos”, por si só, já seria infalível, mas a apresentação foi meio fraca. A execução das músicas estava muito arrastada e a maratona de shows ruins antes da banda morgou parte da galera. Faltou também um solo de Otto, que ficou o tempo todo de coadjuvante no palco. Mudando de seis pra meia dúzia, vi um pedaço do show do Emblemas e não entendo o que a galera acha de tão revolucionário no som deles. Funk carioca + putaria gratuita + soltar a franga tá tão na moda quanto Copacabana Club, e as firulinhas indie do momento. Ambas as bandas fizeram o show que o público delas esperava, sem surpreender quem não conhecia o som. Enfim, concordo com Hugo, essa foi a pior edição do MADA.

    Congratulations, produção, missão cumprida!

  • Matheus wrote on 26 outubro, 2009, 11:38

    Oi Mari, concordo contigo! Quem acha que Lenzi Brothers tem influência de Cachorro Grande, desconhece que está falando de uma banda que quando lançou seu primeiro cd em 2002 , cachorro grande nen existia.
    E pelo que me parece, tambem não conhece nada do rock dos anos 60 e 70. Para um leigo, fica mais fácil dizer que tal banda tem influência de rock gaúcho doque citar grandes bandas que realmente influênciaram este estilo de som!

  • michel wrote on 26 outubro, 2009, 15:25

    sabe o que aconteceu? o povo da nação a passar o som simplesmente apagou todas as programações do palco dois. isso gerou um estress e correria pra corrigir algo.

    =)

  • Rayan wrote on 26 outubro, 2009, 19:43

    Realmente o ponto crítico do festival foi o som. Estava horrível mesmo… Chegamos 8h da manhã pra passar o som e quando fomos tocar o som estava terrível… A própria Nação Zumbi que tocou no mesmo palco que a gente estava horrível o som… foda isso.
    Mas, valeu a todos que chegaram cedo pra curtir nosso show! Natal é foda demais!
    Abraço

  • Álvaro Brito wrote on 26 outubro, 2009, 23:29

    Muito interessante a resenha e os comentários. Mas, afinal de contas, porque foram ao Mada mesmo ? kkkkkkkkkk ô bando de recalcado que não dá valor ao que tem. O Mada é foda em todo o Brasil. Se não fosse o Mada vcs ainda estariam ouvindo Ricardo Chaves e todo tipo de axé. Não gostaram, façam um festival. Adoraria ver a “Produção” dos gênios deste espaço. Me convidem que vou. Ou melhor. Não me convidem, pois nunca farão mesmo. Ps: Sonic Jr é foda em todo lugar do mundo. Se fosse um êscandinavo vcs estariam aí babando. É a tradição do potiguar. Fui Álvaro Brito – João Pessoa

  • Rayanne wrote on 27 outubro, 2009, 9:34

    Matheus, querido, Cachorro Grande já existia sim. Pesquise antes de falar uma besteira dessas.

    Concordo com Vitor sobre Nação. Ô mancada, viu! Huahuahua… O show de 2007 mesmo deles foi beeeeeeem melhor!

    E Hugo, no segundo dia o pessoal deu uma animada que eu mesma não esperava. É difícil se instigar se você estiver distante dos palcos. Quando o som te atiça, você desce pra ver mais de perto, né? Eu não tô questionando qualidade musical porque não sou crítica nem tenho essa bagagem toda, estou falando de boas performances no palco que coloquem o público pra curtir o som junto. Tanto é que até Tricor (uma bosta fenomenal que eu só tive a infelicidade de conhecer no festival – pra nunca mais dar com eles de novo!) teve seu público e divertiu a galera. É muito difícil fazer uma programação que agrade a todos do início ao fim. Faz parte dos festivais. A gente que se propõe a ir, então a produção tem bons motivos para continuar com esse modelo de festival.

    E Vitor, falar que emblemas é putaria gratuita e que o show é previsível é uma análise preguiçosa. Eles têm uma presença de palco grande, dialogam e interagem muito com o público. Só não se diverte ali quem for muito complexado. Se algumas coisas parecem desnecessárias/gratuitas, tente entender aquilo como uma manifestação cultural de um segmento. Ele existe e tá se jogando, vivendo a vida, sem dar o mínimo pra o que você pensa. Até metaleiro eu vi dançando ali dentro.

    Eu nunca tinha visto um show deles e fiquei impressionada de uma forma muito positiva.

  • Rayanne wrote on 27 outubro, 2009, 9:38

    Agora que Ana Cañas parece uma versão crescida de Malu Magalhães, isso parece!

  • Yuno Silva wrote on 27 outubro, 2009, 13:02

    Incrível a quantidade de garotos e garotas enxaquecas que sempre fazem questão de reclamar de barriga cheia, o Festival Mada 2009 surpreendeu e muita gente – que não botava na qualidade da programação – teve que dar o braço a torcer. Abaixo algumas observações de quem estava dentro da nave:

    1. Tricor foi prejudicada por uma fatalidade: a passagem de som da Tricor e Nublado foram sumariamente deletadas da mesa de som digital pelo pessoal da Nação), que por tabela acabou prejudicando o Ganeshas na hora do show – coisas de festival que acontecem!

    2. Na hora do show da Tricor deu uma bronca com o gerador da iluminação, e vcs nem imaginam a correria e o desespero nos bastidores para acender tudo o mais rápido possível… Camila, a iluminação não ficou apagada a maior parte do show, foi apenas impressão. Dos 30 minutos de apresentação, a luz falhou por 8 longos minutos.

    3. Comparar Chico Science com Jorge du Peixe só pode ser piada, cada um tem seu estilo, não era um show cover. E os nove anos citados era uma brincadeira com o público que não respondeu alto na primeira tentativa de fazer a massa gritar “MADA!!!”. Inclusive o comentário do Lúcio Maia foi em tom de pergunta e não afirmativa. Quem estava lá para curtir entendeu.

    4. Ana Cañas não arriscou, fez o que deveria ter feito para um público ávido pelo show da Pitty.

    5. Pego carona no comentário do Álvaro: quando os enxaquecas de plantão fizerem um festival com as bandas que curtem e me chamem que eu tb vou.

    6. Emblemas Funk detonaram, soltaram a franga e derreteram a tenda – parabéns! Ano que vem estarei com a missão de sugerir a colocação de um mini palco por lá…

    7. Ah, e claro que houve banda que não acrescentou em nada, mas a média foi alta!

    E que venha o DoSol, no primeiro dia estarei lá para curtir a faceta maculelê da programação – engraçado ver os roqueiros comerem no prato que tanto cuspiram…

  • Yuno Silva wrote on 27 outubro, 2009, 13:07

    Ah, e Sonic Júnior foi ducaraleo – já estou armando novo show pra ele aqui em Natal na próxima edição da festa Coleta Seletiva ainda em 2009.

    Não quero nem ver os enxaquecas por lá curtindo!!! Vai ser divertido demais pra eles…

    Aguardem

  • Yuno Silva wrote on 27 outubro, 2009, 13:31

    Mais uma coisa que vale a pena conferir:

    Ana Cañas no MADA 2009 – http://www.youtube.com/watch?v=v6cO5tTf9os
    Entrevista com a paulista Ana Cañas – [myspace.com/anacanas]

    repórter – Fábio Farias
    imagens e edição – Joanisa Prates

    Banda Ganeshas no MADA 2009 – http://www.youtube.com/watch?v=98CU6krGwfo
    Entrevista com a banda carioca Ganeshas – [myspace.com/ganeshas]

    repórter, imagens e edição – Joanisa Prates

    Os vídeos foram produzidos em em parceria com a Revista Catorze

  • leandro wrote on 27 outubro, 2009, 14:28

    o mada esse ano deixou a desejar.

    beijos!

  • Pedrinho wrote on 28 outubro, 2009, 18:35

    A Catorze está quase virando fórum. Isso aí, galera! :D

  • Ana Morena wrote on 31 outubro, 2009, 10:41

    “engraçado ver os roqueiros comerem no prato que tanto cuspiram…”

    Yuno ou vc está se fazendo de doido, ou vc está absolutamente desinformado, ou vc está sendo mazela. Uma pena nos três casos.

    O festival dosol sempre deu espaço para o lado “maculelê”. Já passaram Mundo Livre, Rosa de Pedra, Mombomjó, Bom Sucesso Samba Clube, o Dusouto (q não é maculelê pra mim) já tocou no Festival, enfim… Então, por favor: se informe, deixe de ser mazela e pare de se fazer de doido! ;)

  • Ana Morena wrote on 31 outubro, 2009, 14:19

    Ah e vá pro Festival DoSol! Vc é muito bem vindo assim como todo mundo! :)

  • Lucélia wrote on 2 novembro, 2009, 15:14

    Que venha o dosol, pq o MADA foi uma bosta..muita gente achou também

  • Hugo Morais wrote on 2 novembro, 2009, 17:09

    O que eu acho engraçado é que a pessoa tem que concordar com o que é da cidade. É isso? Tudo que for merda, mas for daqui eu tenho que apoiar? Barriga cheia é o caralho. Álvaro e Yuno, deixem de hipocrisia. O que é bom deve ser elogiado, o que é ruim não. É jornalismo marrom-freio-de-cueca? Essa mentalidade de apoiar o que é “da terra” é coisa de fracassado. Sindrome de cachorro vira-lata.

  • Ricardo wrote on 5 novembro, 2009, 23:03

    Bah, o Mada vem numa curva descendente há um bom tempo… a escalação nunca foi tão ruim, mas isso é impressão de quem espera ver boas novidades, gente que foi escolhida em seletivas pelo país todo.. Imagino a quantidade material que a produção teve que escutar pra escolher o que julgaram ser o melhor pra compor o festival. depois me pergunto, se isso era o melhor que tinham, imaginem o pior??
    É claro que fica difícil agradar a gregos e troianos, mas particularmente, um festival em que a atração+badalada+ foi uma cover-girl e o set de bandas novas não me agradaram em menos de 30%, então posso dizer que o festival foi no mínimo muito fraco.
    Nem Nação Zumbi, que sou fã de carteirinha me agradou o quanto eu esperava.
    Eu querendo ferver no show e a temperatura não subia. Só era muito bom quando o Peixe largava o microfone (ele já esteve mais empolgado em outros palcos).
    Otto parecia uma dançarina dessas bandas de forró rebolando pra todo lado, foi muito comédia, até pq esperava que ele fosse cantar alguma coisa. Queria eu ganhar um polpudo cachê pra ficar pulando num palco e repetindo refrão.
    Sonic Jr Merece o palco principal mas como headliner, ou então monta uma tenda só pro cara, que a empolgação ali dura a noite toda e a galera acompanha.
    Admiro muito a produção do Dosol, se é pra comparar, principalmente pela escalação de bandas, que apontam uma coisa muito positiva que o mada já teve e perdeu, que é a identidade do festival. Pra quem parece ter começado como esse grito de salvação contra ricardo chaves e outros axés (valeu álvaro), hoje só falta colocar o chiclete no palco pra trazer público…

  • lu wrote on 8 novembro, 2009, 12:36

    Oi Ricardo, acho que vc não´sabe o que é produção, no sentido da palavra. Você foi ao DoSol ontem? gostou do som? da luz? do palco, do espaço todo? do atraso de 2h? você foi tão rigoroso com a palavra produção…que agora estou esperando o seu comentário. DoSol, pelo que eu ouvi no rádio Tropical, tem patrocinio da Oi, Lei camara cascudo, Lei Djalma Maranhão e mais uma ruma de patrocinador…então tem dinheiro para bom som, boa luz, bons cachês, boas bandas, aquilo tudo que nos apreciadores de música (e eu me incluo por que vou a todos os festivais desde os 16 anos) esperamos.
    Falae Hugo, como foi a escalação do dosol, gostou dos shows.

  • Álvaro Brito wrote on 8 novembro, 2009, 19:26

    Olá,
    Este ano não tive como ir ao festival Dosol. Gostaria de saber se vai haver cobertura do evento. Há dias que não entro neste espaço e somente agora vi o comentário do senhor Hugo Morais. Não disse em nenhum momento que se deve elogiar uma banda somente por ser “da terra”. Basta olhar meu comentário. Estou no aguardo das resenhas do Dosol. abraços Álvaro Brito – João Pessoa

  • Jalmir wrote on 9 novembro, 2009, 12:20

    O MADA foi uma bosta. Façam como eu: com o dinheiro do ingresso e das cervejas comprem o “Genesis” do Robert Crumb.

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